segunda-feira, 14 de outubro de 2030

DECIFRANDO AS BESTAS E O NÚMERO 666 DE APOCALÍPSE 13


Por: BARROS, Joel S. 2026 

INTRODUÇÃO

Para um melhor entendimento, aconselho que leia antes o livro de Apocalipse 13:1-18.

FASE 1 – O SURGIMENTO DO DRAGÃO

Ao analisarmos a história da humanidade, percebemos que todas as civilizações sempre funcionaram de maneira semelhante: famílias que cresciam e se transformavam em clãs, trabalhando juntas em suas terras, plantando, criando, colhendo e negociando entre si para expandir seus negócios. Esse processo, normalmente, não ia muito longe, porque, naquele tempo, não existiam veículos capazes de realizar viagens a longas distâncias como temos hoje.


Mas eis que, em meados do século XVIII, surge um novo poder na Terra. Um poder de impacto mundial, que transformou radicalmente a economia, a organização social, o modo de trabalho e o modo de vida das pessoas, alterando, com isso, o rumo da história humana. Esse novo poder, uma espécie de imenso dragão insaciável, que não possui um único dono, uma única forma ou um único fundador, mas é fruto de inúmeras transformações econômicas e do anseio de poder e domínio dos próprios homens, é chamado de Primeira Revolução Industrial.

E eu não estou associando o surgimento desse novo poder a um dragão apenas para induzi-lo a pensar no que ainda vou descrever, mas porque historiadores, filósofos e escritores da época assim descreviam essa nova onda de domínio. Chegaram até a chamar essa revolução de Monstro Leviatã, que passou a dominar e controlar a vida humana na Terra. O Dragão de ferro e fogo, como o chamavam, fazia referência às máquinas a vapor, grandes estruturas feitas de ferro que se alimentavam de carvão e cuspiam fumaças negras nos céus da Inglaterra, onde tudo começou.

Esse dragão também passou a controlar o tempo. As pessoas já não trabalhavam mais no ritmo da natureza, observando as estações do ano, o nascer e o pôr do sol. Esse novo sistema de domínio impôs relógios, turnos e sirenes para controlar minutos e segundos dentro das fábricas. Até os espaços da sociedade foram alterados, com o êxodo de pessoas que abandonavam a área rural para viverem amontoadas nas grandes cidades, próximas às fábricas.


Foi exatamente a partir do surgimento desse imenso dragão que o mundo da tecnologia começou a fazer uma diferença profunda e direta na vida de toda a população mundial. Logo após esse início, todos os países, tribos, línguas e nações ficaram marcados pelo avanço científico e tecnológico, que determinou quatro grandes períodos e passou a colocar toda a humanidade de joelhos: a Era da Mecanização, com as máquinas a vapor, no século XVIII (18); a Era da Eletricidade e da Produção em Massa, no século XIX (19); a Era Digital e da Computação, no século XX (20); e a Era da Hiperconectividade e da Inteligência Artificial, no século XXI (21).


        E é aqui, no século XXI, com o avanço da hiperconectividade por meio da Internet, dos smartphones e das Inteligências Artificiais, que a nossa história começa e caminha para o fim. A tecnologia migrou do controle dos equipamentos e dos processos industriais para a manipulação e o controle das mentes humanas. Mas isso não surgiu da noite para o dia. Houve um longo processo que precisa ser analisado. 

Primeiro, a tecnologia nos tirou a capacidade de realizar cálculos matemáticos quando desenvolveu a calculadora. Com o tempo, ninguém mais fazia cálculos de cabeça como antigamente: somas, multiplicações e divisões na ponta da língua.

Depois, roubou-nos a capacidade de armazenamento na memória, tirando informações da nossa cabeça e colocando-as em equipamentos externos, como o celular, por exemplo. Hoje em dia, ninguém mais sabe de cabeça o número de telefone nem dos parentes mais próximos.



Em seguida, tirou-nos a capacidade de dominar os fundamentos da nossa própria língua: a ortografia e a gramática. Isso aconteceu porque os próprios programas, como o Word, por exemplo, passaram a fazer correções automáticas. Não é mais necessário se preocupar com isso e, com o tempo, talvez nem seja mais necessário saber ou aprender. Com isso, a pessoa cada dia mais desaprende e fica dependente dos programas.

Depois, a tecnologia passou a controlar nossa noção de tempo e espaço. Com um simples aplicativo, como o Google Maps, mapeou todas as ruas, avenidas, endereços e comércios do mundo inteiro. Agora, ninguém mais sabe ir a determinados lugares sem um GPS ligado. Ninguém decora endereços, porque é a tecnologia que sabe qual é o melhor caminho para você.


Agora, com a Inteligência Artificial, passou a controlar também as mentes, nossa capacidade de criação, raciocínio e adaptação. Não é mais necessário que a pessoa pense por si só: basta querer alguma coisa e pedir a uma IA, que ela cria textos, imagens, vídeos, programas, sites e até plataformas completas, controlando e, de certa maneira, roubando capacidades que antes pertenciam exclusivamente ao ser humano.


E, nesse último estágio de evolução, de posse de tantas capacidades humanas, ela já começa a substituir funções profissionais em diversas áreas do conhecimento, transformando o ser humano em uma espécie de “robô”, totalmente controlável, manipulável e descartável.

FASE 2 – O SURGIMENTO DA PRIMEIRA BESTA

Uma vez compreendidos, no argumento anterior, o surgimento e o significado do dragão do Apocalipse 13, bem como o quanto isso afetou e continua afetando toda a população mundial ao longo dos anos, agora explicarei, em maiores detalhes, quem é o Dragão, quem é a primeira Besta que surgiu do Mar e quem é a segunda Besta que surgiu da Terra; qual é essa ferida de morte que a primeira Besta sofreu e que foi sarada; e qual é o significado do número 666.

Segundo Ap 13:1-2: “Eis que a primeira Besta surge do Mar, semelhante ao leopardo, com os seus pés como os de urso e a sua boca como a boca de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, o seu trono e grande poderio.”

De acordo com essa vertente de entendimento, a primeira Besta que surge do Mar é a Internet; a segunda Besta que surge da Terra é a Inteligência Artificial – IA; e o Dragão que deu o seu poder e o seu trono à primeira Besta foi a Primeira Revolução Industrial, que deu início a todo esse processo de avanço tecnológico que temos hoje.


Esse processo começou em meados do século XVIII (18), por volta de 1760, com o surgimento das fábricas e das máquinas a vapor. Depois veio a Era da Eletricidade e da Produção em Massa, no século XIX (19); logo em seguida, surgiu a Era Digital e da Computação, no século XX (20); e, atualmente, estamos na Era da Hiperconectividade e da Inteligência Artificial, no século XXI (21).

Fazendo um paralelo com a Bíblia, quando ela fala da metade da semana de Daniel, que em Apocalipse aparece como 42 meses, ou 1.260 dias, ou três anos e meio, ou ainda como “tempo, tempos e metade de um tempo”, conforme Dn 12:7, todo esse processo de evolução tecnológica, que surgiu por volta da metade do século XVIII (1760), já está com aproximadamente três séculos e meio: metade do século XVIII (18), século XIX (19), século XX (20) e século XXI (21).

Nesse sentido, a melhor comparação seria a referência de Dn 12:7, que fala de “tempo, tempos e metade de um tempo”, período em que um acordo será quebrado e o verdadeiro intento do iníquo será revelado. Isso significa que podemos estar perto de começarmos a colher as consequências de toda essa revolução tecnológica, que aparentemente só traz benefícios e vantagens e da qual todos gostam.

Até hoje vivemos em paz com todo esse avanço tecnológico, mas resta saber quando essa paz será quebrada, porque já estamos chegando à metade da semana, ou seja, três séculos e meio.

O Dragão, representado pelo novo modelo social de domínio e poder implantado na Terra, iniciado pela Primeira Revolução Industrial e baseado em conhecimento científico e econômico, que deu o seu poder, o seu trono e tremendo poderio à primeira Besta que surge do Mar, Ap 13:2, necessitava de uma estrutura mundial que concentrasse todos os povos, línguas e nações, transformando todos em um mundo globalizado. Para alcançar esse objetivo, desenvolveu a Internet, que, segundo esta minha vertente de análise, é considerada a Primeira Besta do Apocalipse.



Essa Besta não é uma pessoa. Por isso, é representada na referência bíblica com aparência de leopardo, pés de urso e boca de leão. Mas, apesar desses diferentes recortes funciona como um sistema organizado, formado por várias vertentes, assim como a Internet, que não possui aparência humana, não fica em um local específico, não é comandada por uma única pessoa, não depende de um único equipamento e não possui um único dono. Mesmo assim, funciona de forma estruturada e organizada, está praticamente em todos os lugares e é a base de comunicação de todos os equipamentos inteligentes, interligando continentes, países, fábricas, empresas, pessoas e equipamentos.

Ela é o grande cérebro mundial, com uma infraestrutura de conexão formada por cabos, fibras ópticas, roteadores e diversos equipamentos, por terra, mar e ar, em uma quantidade muito maior do que os fios de cabelo que temos em nossas cabeças. Além disso, tornou-se uma das maiores fontes de pesquisa e informação do mundo. Comunica-se com todos, e todos se comunicam por meio dela, com velocidade e capacidade de armazenamento de memória jamais vista na face da Terra.

Atualmente, não existem negócios, recebimentos, pagamentos, compras e vendas que possam alcançar a mesma eficiência sem o uso da Internet. Todos os produtos desenvolvidos e os negócios pensados atualmente consideram o uso da grande mãe: a Internet.

Explicando melhor, quando a referência bíblica diz que a primeira Besta surgiu do Mar, escatologicamente isso representa algo que possui origens geopolíticas e sociais, simbolizando povos, multidões, nações e línguas. Ou seja, o Mar representa um cenário de instabilidade e agitação, algo densamente povoado e turbulento, como é o campo político e econômico mundial, sempre em busca de domínio e poder.

Foi desse meio agitado, com grande investimento financeiro e sede de domínio por parte dos poderosos da Terra, que surgiu a Internet, com a finalidade de organizar tudo, concentrar poder e informação de todos os povos da Terra. Com isso, conseguiram entrar na casa e na vida das pessoas indiscriminadamente, desde os mais pobres até os mais abastados, sem distinção de idade, sexo, cor ou raça, coletando informações de todos e de tudo por meio das redes sociais, sites e aplicativos.

No início, eram as próprias pessoas que forneciam suas informações por meio desses diversos recursos gratuitos que foram criados. Atualmente, porém, isso já não é mais necessário, porque a tecnologia nos ouve, nos vê e está no bolso de todos a todo momento. Ninguém mais sai de casa sem um celular.

Imitando o Criador, ela se tornou um ser inteligente, sendo uma espécie de imagem e semelhança do ser humano e copiando características atribuídas ao próprio Deus. Hoje, ela é praticamente onipresente, onisciente e onipotente.

Mas e quanto à ferida de morte que essa primeira Besta sofreu, segundo as Escrituras, em Ap 13:3?

A Internet, para existir, precisou de várias cabeças para que tudo caminhasse conforme o esperado e chegasse aos nossos dias com todo o poder que possui: a cabeça financeira; a cabeça da infraestrutura física; a cabeça da infraestrutura lógica; a cabeça da governança, responsável pelas regras; a cabeça do mundo corporativo para o desenvolvimento; a cabeça política para a integração dos países, regiões e continentes; entre outras cabeças.

Mas uma das cabeças mais importantes, e que foi ferida de morte em três níveis, praticamente matando a Internet em seu nascedouro, foi a infraestrutura lógica. Curiosamente, todos os três eventos tiveram relação com o número 6.

A primeira crise quase fatal para a Internet iniciou-se em 1993 e foi até aproximadamente 1995. Nesse período, ocorreu o chamado “Boom” da Internet no mundo, com a utilização em massa de computadores, celulares e outros equipamentos tecnológicos. Isso ocorreu porque, logo após a criação e a liberação do “WWW” e dos navegadores de Internet, o acesso foi tão facilitado que pessoas de todas as classes sociais passaram a comprar ou ter acesso a computadores e diversos equipamentos, aumentando exponencialmente o uso doméstico da Internet, além de sua utilização no mundo empresarial e nos grandes centros de pesquisa.

Com isso, começou o primeiro problema envolvendo o número 6. O protocolo IPv4, criado em 1970, era capaz de suportar até 4,3 bilhões de endereços IP únicos. Com o crescimento do número de equipamentos conectados à Internet em todo o mundo, esse limite começou a ser alcançado, tornando necessário o desenvolvimento urgente de uma nova faixa de IP para atender à crescente demanda de equipamentos acessando a rede simultaneamente.

Foi então que surgiu o protocolo IPv6, um número hexadecimal, com capacidade considerada quase ilimitada para atender aos equipamentos que acessam a rede até os nossos dias. Atualmente, não temos mais esse problema, e a Internet pode continuar sobrevivendo e crescendo.

A segunda crise da ferida de morte, na área de infraestrutura lógica e, mais uma vez, envolvendo o número 6, foi a crise de 1994, chamada de crise das tabelas de roteamento. As tabelas de memória dos equipamentos que controlavam e armazenavam as rotas de acesso à Internet eram fabricadas em 16 bits e chegavam à capacidade máxima de armazenamento e controle de 64K possibilidades. Por isso, na época, esse problema era chamado de “problema dos 64K”.

Isso também foi causado pela grande expansão da rede e pela explosão no número de novos computadores e celulares conectados globalmente. A solução para essa segunda crise da ferida mortal veio com a expansão da capacidade de armazenamento das tabelas de roteamento, que antes era de 16 bits (1 × 6 = 6) e passou para 32 bits (2 × 3 = 6), abrindo bilhões de possibilidades de tabelas de roteamento e, dessa maneira, resolvendo definitivamente essa limitação.

A terceira crise da ferida mortal que foi sarada foi a crise dos 6, o chamado Bug do Milênio, no ano 2000. Isso ocorreu devido à limitação da capacidade de memória dos equipamentos e sistemas da época, em que o registro de datas até 1999 utilizava apenas seis dígitos. Por exemplo, 12/10/1982 era digitado e armazenado como 12/10/82, com seis dígitos. Não havia memória para registrar o ano completo, 1982. Portanto, até uma data como 1999, os dois últimos dígitos seriam armazenados como /99, e todos os sistemas bancários, aéreos ou equipamentos saberiam que aquilo se referia ao ano de 1999.

Mas, quando chegasse o ano 2000, os sistemas ou equipamentos também armazenariam em suas memórias somente os dois últimos dígitos, ficando /00. Nesse caso, todos os sistemas de registros e equipamentos poderiam interpretar que o tempo teria voltado, porque, para eles, esses dois últimos dígitos significariam novamente o ano de 1900.

Eles não enxergavam os dois números da frente da milhar, “20”, que indicavam o ano 2000. Assim, tudo poderia entrar em colapso, transformando-se em uma grande desorganização mundial. Esse era o Bug do Milênio.

Foi necessário investir mais de 600 milhões de dólares, na época, para ampliar as capacidades de armazenamento de datas para oito dígitos, em uma corrida frenética antes que chegasse o ano 2000. É por isso que, atualmente, qualquer registro de data obrigatoriamente precisa utilizar oito dígitos. Por exemplo, 20 de janeiro de 1972 deve ser registrado como 20/01/1972, com o ano completo.


Portanto, em resumo, essa foi a ferida mortal da cabeça da Infraestrutura Lógica da primeira Besta, mas que foi curada. Ela se manifestou em três grandes episódios, todos relacionados, segundo esta interpretação, ao número 6. Isso dá sentido ao número simbólico da Besta ser três seis, 666, ao invés de ser lido “seiscentos e sessenta e seis”, referindo-se às três fases dos momentos mais críticos pelos quais a implantação da Internet passou e que, sem essas soluções, poderiam ter levado ao seu colapso e impedido o seu desenvolvimento.

E é um número de homem porque foram os próprios homens que implantaram esse sistema de rede global (Internet) e também foram os próprios homens que encontraram as soluções para que a Internet continuasse existindo e se expandindo até os dias de hoje, com todo esse poder de alcance e manipulação, atingindo crianças, jovens, adultos e idosos, sem discriminar línguas, raças ou nações.

 FASE 3 – A BESTA QUE SURGE DA TERRA

Como dito anteriormente, a Internet é considerada um grande cérebro mundial, formado pela mente de milhares e milhares de pessoas que trafegam por ela todos os dias, de diversas formas. É por isso que especialistas afirmam que não existe hoje, no mundo, nada com capacidade semelhante de pesquisa, armazenamento, processamento, praticidade, conexão, integração e aproximação de pessoas, com abrangência e alcance mundial comparáveis aos da Internet.

Ninguém poderia lutar contra ela e vencer porque, se apenas um cérebro humano já possui capacidades e mistérios que nem a ciência conseguiu mapear completamente, imagine mapear e esgotar todas as possibilidades dessa imensa mente inteligente mundial, formada pela união das bilhões de mentes coletivas de todo o globo terrestre.

Mas não é só isso. É essa primeira Besta que surgiu do Mar, a Internet, com toda essa inteligência e capacidade, que será a base para a segunda Besta que surge da Terra, a IA, conforme Ap 13:11-17. A Terra, na escatologia, diferentemente do Mar, que representa agitação e turbulência, representa estabilidade, algo já organizado, uma região mais segura, fazendo referência inclusive à “Terra Prometida”, que visava trazer paz e prosperidade.

No entanto, essa segunda Besta, que é a IA, apresenta-se como um cordeiro inofensivo, que oferece apenas vantagens e parece trazer soluções para todos os problemas da humanidade. Por outro lado, fala como um dragão imparável e implacável. E sem a Internet toda estruturada, estabilizada e organizada, não haveria IA. 

É por isso que a Bíblia fala que essa segunda Besta exerce todo o poder da primeira, na sua presença. Na verdade, ela está dentro da primeira, faz parte dela e representa a mente pensante e inteligente de toda essa estrutura de domínio e poder, iniciada na Primeira Revolução Industrial, em meados do século XVIII, e que chega até os nossos dias, conforme já explicado anteriormente.

Como também já foi dito, em maiores detalhes, essa união de forças entre o Dragão, a primeira e a segunda Besta nos trouxe grandes consequências. Primeiro, tiraram-nos a capacidade de realizar cálculos matemáticos com o surgimento das calculadoras.

Depois, roubaram-nos a capacidade de armazenamento na memória. Hoje em dia, ninguém mais grava números de telefone “de cabeça”; tudo fica armazenado nas memórias externas de um celular.

Em seguida, reduziram nossas capacidades de aprendizado da própria língua, como a ortografia e a gramática, por meio de programas diversos que fazem correções automáticas, aprofundando o processo de desaprendizagem do ser humano.

Depois, passaram a controlar nossa noção de tempo e espaço. Com um simples aplicativo, como o Google Maps, mapearam todas as ruas, avenidas e endereços do mundo inteiro. Hoje, ninguém mais sabe ir a determinados lugares sem um GPS ligado. Só a tecnologia sabe qual é o melhor caminho para você.

Chegamos, então, ao domínio da segunda Besta. Agora, com o avanço da Inteligência Artificial, a segunda Besta, passaram a controlar nossa capacidade de criação, raciocínio e adaptação. Não é mais necessário que a pessoa pense por si só. Basta querer algo e pedir a uma IA, que ela cria tudo o que for solicitado, mais rápido e, muitas vezes, melhor do que qualquer ser humano: textos, imagens, vídeos, programação e até o desenvolvimento completo de sites e plataformas.

Isso estaria roubando totalmente o potencial humano que nos diferencia de qualquer outro ser vivo. E, como já dito, ela não para por aí. Continua avançando, porque o próximo passo, depois de assumir capacidades humanas, é substituir funções profissionais em todas as áreas do conhecimento, transformando o ser humano em uma espécie de ser de segunda categoria, manipulável e descartável.

O pior de tudo é que o próprio ser humano está potencializando essa Besta, esse poder controlador, esse deus segundo a sua própria imagem e semelhança, quando a alimenta por meio das redes sociais. Isso ocorre, quando cada pessoa envia fotos e vídeos, informa onde está, com quem anda, o que come, com quem mora, o que faz, quais são suas relações de amizade e parentesco, onde estuda, o que pesquisa, quando vende e quando compra.

Todos esses dados são minerados pelas IAs e formam sua persona, seu avatar, seu perfil: uma espécie de imagem e semelhança sua no mundo digital. Por que você acha que as redes sociais são gratuitas?

O sinal da Besta na testa e na mão, que representa o domínio das nossas capacidades de raciocínio, representadas pela testa, e da força de trabalho, representada pela mão, já está implantado. E não foram eles que o implantaram contra a sua vontade. Foi você mesmo que o implantou quando passou a pensar, raciocinar e viver sua vida em função das redes sociais e dos avanços da tecnologia.

Em troca do controle das suas capacidades, da sua mente, do seu tempo e do seu “trabalho”, você ganha alguns ou milhares de seguidores para inflar o seu ego. Mas é tudo um jogo de cena porque, na verdade, você é o produto, o bobo da corte, enquanto os seus seguidores são a sua plateia.

Toda vez que você entra em suas redes sociais, abre uma live e alimenta os seus “Zumbis” de estimação, o “Show de Truman” começa (filme de Jim Carrey – 1988). Só que nesse Show, você é o personagem que tem a vida perscrutada 24 horas por dia. Sua casa virou um estúdio de gravação e sua rotina diária transformou-se na cena principal, exposta para todo mundo. E é você mesmo quem se expõe, tornando-se o próprio diretor do filme.

Você pode não perceber, mas, nesse estágio, você já se tornou o chamado “homem de vidro”, transparente para todos. Você não tem mais a sua privacidade preservada, sua intimidade está sendo violada e você está participando disso. Pessoas que você nem conhece, de qualquer parte do mundo, sabem mais sobre você do que você imagina. E são os seus “seguidores” que, no futuro, poderão fazê-lo de refém para que você os alimente todos os dias com aquilo que eles querem ver, ler ou ouvir.

Até você perceber que tudo aquilo que ganha ou recebe em função disso não vale a perda da sua privacidade, da sua discrição, do seu anonimato e da sua liberdade de estudar, viajar, ler um livro, apreciar a natureza e ser livre para fazer o que quiser, sem precisar prestar contas a ninguém ou informar os seus “Zumbis” famintos.

Atualmente, a Internet e a IA já estão consolidadas e não têm mais volta. Já são a imagem e a semelhança da mente e do trabalho humano na Terra, com uma capacidade elevada à centésima potência. Já estão fazendo maravilhas a todo vapor, deixando todos boquiabertos com tamanha capacidade e perfeição.

Já foi dado a ela, pelo homem, o espírito, ou seja, a capacidade que permite que ela fale, converse, aconselhe, oriente, ensine, cante e crie melodias. Já dominou o mundo das artes, da filosofia, da música, do design, da literatura, da engenharia e da medicina. Não existe limite para o seu domínio.

Suas ações alcançam ricos e pobres, livres e escravos, pequenos e grandes, em todas as línguas e nações. Em qualquer área do conhecimento, a Internet e a Inteligência Artificial se fazem presentes. A IA tem influência na criação, desde desenhos animados até o lançamento de foguetes que vão à Lua.

No mercado comercial, não existem mais negócios que, de uma forma ou de outra, não sejam influenciados pela Internet. Praticamente ninguém mais compra, vende, negocia, recebe ou paga sem aderir ao uso da tecnologia, da Internet e da IA, porque todos os negócios e instituições, públicas ou privadas, estão nessa Rede Mãe.

Não se vai mais a uma consulta médica nem se compra um produto sem olhar as redes sociais do profissional, verificar as recomendações, a quantidade de seguidores, o número de curtidas, os comentários e as interações. É por isso que, em Ap 13:17, diz que as Bestas teriam tanto domínio sobre a vida das pessoas que ninguém poderia comprar ou vender se não tivesse o sinal da Besta na testa ou na mão.



Portanto, só não vê quem não quer. O grande Dragão que perseguia a mulher e seus descendentes, no capítulo 12 de Apocalipse, materializou-se, segundo esta interpretação, na grande Revolução Industrial, que trouxe imensos avanços científicos e tecnológicos.

Diante do Mar de transformações e evoluções em todo o mundo, isso culminou no desenvolvimento da grande rede de Internet, a primeira Besta, para organizar tudo isso e integrar continentes, países, cidades, povos, línguas e nações de uma forma globalizada.

E, após toda essa centralidade já consolidada, partiu-se para o controle das mentes e da força de trabalho dos povos da Terra, desenvolvendo a Inteligência Artificial – IA, a segunda Besta, para personalizar a relação homem-máquina. Sendo uma verdadeira imagem e semelhança de um ser humano, com capacidade de conversar, criar, produzir, pensar e sentir, sendo admirada por todos e adorada por muitos como uma inteligência jamais vista em todos os tempos.

    É por isso, que grandes especialistas já concluíram que, dentro de mais alguns anos, só existirá uma pessoa em todo o universo com mais poder, maior capacidade e melhor conhecimento que a IA: o próprio Deus.



quarta-feira, 7 de outubro de 2026

95 TESES DA REFORMA EVANGÉLICA DO BRASIL

 







  95 TESES DA REFORMA EVANGÉLICA DO BRASIL

“Não se submeta a doutrinas humanas, mas somente à sua consciência unida à palavra de Deus através do evangelho genuíno de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois a salvação não pode ser alcançada pelas boas obras ou por quaisquer méritos humanos, mas tão somente pela fé em Cristo Jesus, o único salvador, sendo gratuitamente oferecida por Deus aos homens”.

Junte-se a nós, e diga não! A esse sistema religioso evangélico megalômano, explorador e manipulador de mentes e corações, que se aproveita da pobreza do povo brasileiro para explorar sua fé, que só cresce através do poder da mídia, e não pelo mover do Espírito Santo de Deus. Agora, unidos, vamos juntos fazer parte da história, dando início à REFORMA EVANGÉLICA NO BRASIL, e mostrar ao mundo a nossa indignação, onde não aceitamos que a segunda maior população cristã do mundo, com mais de 50 milhões só de evangélicos, seja manipulada por líderes religiosos interesseiros que se apropriam do Evangelho de Jesus Cristo para aumentar suas fortunas e desdenhar da população. E assim como a revolução protestante surgiu na Alemanha no século XVI, a REFORMA EVANGÉLICA começa hoje, aqui no Brasil, por mim e por você em pleno século XXI.
Seja um divulgador consciente, leia e use todos os seus recursos de mídias sociais; cole nos muros das igrejas, nos pátios, nos postes, onde você achar mais conveniente, e ajude a divulgar as 95 teses da REVOLUÇÃO EVANGÉLICA NO BRASIL.

95 TESES

   1º   Repúdio às organizações cristãs comerciais denominadas de igrejas evangélicas, administradas por gerentes ao invés de pastores.

    2º   Repúdio à teologia da prosperidade que transforma igrejas em empresas, e fiéis em clientes.

  3º Repúdio aos Pastores e organizações que estelionatariamente se apossaram das referências bíblicas concernentes aos dízimos e ofertas do Antigo Testamento para exploração da fé.

    4º   Digo não a todos esses evangélicos que precisam de cabrestos, que não sabem ser livres e não conseguem caminhar com princípios, pois já se acomodaram com uma existência sob o domínio da lei e não do amor.

    5º   Digo não às quatro paredes das igrejas, que caracterizam um evangelho limitado, por um evangelho livre em Cristo Jesus, nas ruas, becos e valados.

    6º   Digo não a esses líderes religiosos tão despreparados da verdadeira palavra de Deus e dependentes de líderes inescrupulosos, que não conseguem nem alimentar mais as ovelhas, deixando lhes faltar até mesmo o pão nosso de cada dia.

    7º   Digo não ao enriquecimento de líderes, pastores, bispos e apóstolos, em detrimento do empobrecimento espiritual, cultural e financeiro do povo que sofre.

    8º  Repúdio ao culto que se faz ao monte Sinai mostrado por meio da televisão que cria caminhos para a escravidão.

    9º   Digo não a todos os líderes religiosos que levam o povo para debaixo do julgo da lei, quando se ressuscitam todas as maldições do velho testamento que morreram na cruz, quando Jesus se fez maldição em nosso lugar.

   10º Digo não aos líderes evangélicos que fazem da palavra do Senhor, e dos seus templos, uma porta de entrada para um mercado tão rentável, que se torna melhor do que vender droga.

    11º Repúdio a todos os cristãos que não aceitam que a lei morreu em Cristo, conforme diz a palavra, sendo que essa mesma palavra afirma que ela existe apenas para gerar culpa e morte.

    12º Repúdio a todos que sabem, mas que nada dizem; vêem, mas nada demonstram; discernem, mas em nada confrontam; conhecem, mas tratam como se nada tivesse consequências.

    13º Repúdio a todos que pregam o método de crescimento de igreja, e não a Palavra; os que convidam para a igreja, e não mais para Jesus; os que afirmam “Eu sou da igreja tal”, ao invés de dizer: “ Eu sou de Jesus”.

  14º Repúdio a todos aqueles que desconhecendo o verdadeiro evangelho consideram o “novo mover”, a mudança na moda da igreja que acontece a cada cinco anos.

    15º Repúdio a todos os pastores que reconhecem e concordam com a verdade dita pelos outros, mas que eles não têm coragem de botar a cara para apanhar, mesmo que seja pela verdade e pela justiça do evangelho do reino de Deus.

    16º Repúdio a essa "diabose" que nos distancia da graça, da centralidade da cruz, onde tudo foi consumado. Que todos voltem à consciência de que fomos achados por Ele, que começou em cada filho Seu, algo que vai completar.

    17º Digo não aos evangélicos que perderam a convicção de que ser cristão é amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, ao invés de se sentirem membros de um sindicato, de um clube, ou de uma sociedade anônima.

    18º Repúdio a todos os homens e mulheres, velhos e adultos que brincam com o nome de Deus, posando de pastores, pastoras, bispos, bispas, apóstolos e apóstolas, sendo que eles mesmos não se enxergam, e não percebem o espetáculo patético no qual se tornaram, e o ridículo de suas aspirações messiânicas estereotipadas e vazias do Espírito.

   19º Repúdio aos teólogos que se contentam em reproduzir o que outros escreveram há séculos. Presos às molduras de suas escolas teológicas, não conseguem admitir que haja outros ângulos de leitura das Escrituras.

    20º Digo não a todos os que tratam Jesus como “poder maior” e não como único poder verdadeiro.

   21º Repúdio à forma como o diabo é glorificado, pela frequência com a qual se menciona o seu nome nos cultos, sendo que Paulo dele falou menos de uma dúzia de vezes em todas as suas cartas, e as alusões que Jesus fez a ele foram mínimas. Pois, pela frequência com a qual ele é mencionado, ele é crido.

   22º Repúdio à mistura mística que se introduziu nos cultos e na vida dos evangélicos, fazendo-os dependentes de objetos, símbolos e amuletos defendidos como bíblicos.

   23º Repúdio ao negócio gospel que se instalou dentro das igrejas, e que vive de shows, camisetas e adesivos, enquanto apresenta uma espiritualidade rasa e sem ética.

   24º Digo não às orações e jejuns, como fruto de obrigação ou moeda de troca, que estão muito distantes do verdadeiro namoro apaixonado com o Ser amado da alma resgatada.

    25º Repúdio à prática psicológica de pastores que, manipulando sons e imagens de TV, se dizem mais perto de Deus, e, por isso, mais preparados para conseguirem aqueles favores de que o povo precisa.

   26º Digo não à visão de que o diabo está entronizado como o inimigo de Cristo e o Senhor das Culpas e Medos; por conta disso, a maioria das pessoas sabe apenas do Medo da Lei, e nada acerca da total libertação que temos da Lei e do diabo na Graça de Jesus, que o despojou na Cruz.

   27º Repúdios aos que coam o mosquito e engolem o camelo, expulsando pessoas para fora do lugar de culto por causa de comida, bebida, cigarro, roupa, sexualidade, ou catástrofes de existência. Enquanto os mesmos alimentam o povo com maldade, inveja, mentira, politicagem, facções e maldições.

    28º Digo não ao discurso repetitivo e absurdo dos que mercadejam a Palavra de Deus, vendendo ilusões para lotar igrejas, usando versículos tirados do Antigo Testamento e que se aplicavam a Israel.

    29º Digo não a todas essas possibilidades mágicas e propagandas enganosas que usam o evangelho de Cristo para iludir os que buscam alívio e refúgio para suas almas.

   30º Repúdio aos programas de rádio em que os pastores não anunciam mais os conteúdos do evangelho; gastam o tempo alardeando as virtudes de suas próprias instituições.

    31º Repúdio aos que pisam na cruz de Cristo, em nome de Jesus, posando de PhD, em retrocesso à Lei e aos sacrifícios.

    32º Digo não ao culto da fé na Fé, em vez da fé em Jesus, onde se têm descarados convites em nome de Deus para que se façam novos sacrifícios.

   33º Repúdio aos estereótipos pentecostais, pois sem uma visitação nova do Espírito Santo, buscam criar ambientes espirituais com gritos e manifestações emocionais.

    34º Repúdio ao silêncio de todos os que se dizem protestantes, que até hoje criticam e ofendem os cultos dos afro-ameríndios por seus sacrifícios, e aceitam o estelionato feito em nome de Jesus, por aqueles que incentivam novos sacrifícios, tornando o sacrifício de Jesus menor e dispensável.

    35º Repúdio às infinitas campanhas e correntes de oração que usam amuletos para aumentar a fé, todas visando exclusivamente encher os templos com aqueles que buscam somente os seus próprios interesses.

   36º Digo não a todos os que se dizem cristãos, mas que não sabem a diferença brutal entre a fé bíblica e as crendices supersticiosas.

   37º Repúdio à leitura simplista que algumas correntes evangélicas fazem da realidade, onde a injustiça social é vista como uma conspiração satânica, e não como fruto de uma construção social perversa.

    38º Repúdio a todos que consideram que o sacrifico de Jesus não foi o suficiente, e ainda afirmam que Deus só atende se fizer voto de frequência ao templo, e dê dinheiro aos sacerdotes do engano e da ganância.

    39º Digo não aos evangélicos que não querem enxergar os séculos de preconceitos que dividem a sociedade, nem que existe uma economia perversa privilegiando as elites há séculos.

    40º Digo não aos cultos de amarrar demônios ou de desfazer as maldições que pairam sobre o Brasil e o mundo, enquanto as ruas estão cheias de injustiçados, desamparados, com fome e sede de alimentos e da justiça de Deus.

    41º Repúdio aos livros evangélicos traduzidos para o português e que servem de inspiração para os escritores brasileiros, e que nada têm a ver com a realidade do nosso país. Estes, normalmente são livros com dez leis ou vinte e um passos para qualquer coisa.

    42º Repúdio aos que se dizem cristãos, mas que não querem aceitar a verdade e desfrutar da verdadeira vida com Deus, que é relacionar-se intensamente na fé e na prática com a Pessoa: Jesus de Nazaré, o Cristo, o Filho do Deus vivo.

    43º Digo não aos novos modelos de crescimento de igreja copiados e que vêm sendo adotados no Brasil como uma solução para crescimento imediato, no intuito não de salvar vidas, mas de ganhar maior força política para fazer parte do governo.

    44º Repúdio aos eventos e à música gospel medíocre, com poesia sofrível e que não tem nenhuma finalidade de adoração ou louvor a Deus, mas com interesse puramente comercial.

   45º Repúdio à teologia da prosperidade que vende uma vida de sucesso aqui na terra, enquanto as almas clamam por uma salvação eterna, e que se revela eficaz, sim, mas somente aos seus proclamadores.

    46º Repúdio a todos os líderes evangélicos que fazem com que as pessoas pensem que todos os pastores são gananciosos e que as igrejas existem para enriquecer sua liderança.

    47º Repúdio a todos os ministérios megalômanos, onde o povo de Deus é visto como contas a receber, fonte financeira, mão de obra barata ou massa de manobra.

    48º Repúdio aos templos, ao institucionalismo, ao denominacionalismo e ao pulpitocentrismo, para que voltemos ao "instruí-vos uns aos outros", sem fórmula de crescimento G5, G8, G10, G12, G24...

   49º Repúdio às vaidades religiosas que adoram cargos, posições e títulos, com o único intuito de fazerem conchavos políticos que possibilitem eleições para os altos escalões denominacionais.

    50º Digo não à máquina religiosa que fabrica ícones, os quais brigam e se engalfinham pelos primeiros lugares nas festas solenes patrocinadas por gente importante.

  51º Repúdio ao evangelho que se diz extravagante, que trás uma mensagem extravagante, um louvor extravagante, e que disfarça a dor material, mas que não consegue esconder a dor da alma.

   52º Repúdio aos evangélicos que não têm coragem de romper com as estruturas religiosas que sugam suas energias; que não conseguem voltar ao primeiro amor; e que tentam ganhar o mundo inteiro, enquanto a sua alma clama por salvação.

    53º Repúdio aos que banalizam o sentido original do evangelho, fazendo com que, no Brasil, os praticantes e pregadores do Evangelho de Jesus Cristo, sejam apenas mais um membro de um segmento do cristianismo divorciado de Cristo.

    54º Repúdio a todos os profissionais da fé que querem ser apenas evangélicos, e não querem se voltar para Jesus Cristo, para a boa nova que Ele é e ensinou.

    55º Repúdio à forma como muitos líderes evangélicos manipulam a Palavra de Deus para fazê-la dizer aquilo que interessa à mesquinhez dos gananciosos de púlpito.

    56º Repúdio à arrogância dos líderes evangélicos que por gritarem cada vez mais alto e se assemelharem a um apresentador de programa de auditório se acham mais espirituais do que os outros.

    57º Repúdio a todos os evangélicos que não têm a consciência de que o Caminho, a Verdade e a Vida é uma pessoa e não um corpo de doutrinas e/ou tradições, nascidas da tentativa de dissecar Deus.

   58º Digo não aos estudos e às leituras bíblicas de bibliólatras que não nos fazem ver Jesus Cristo, e sim alimentar uma espiritualidade que se sustenta em milagres e prodígios, no mínimo discutíveis.

    59º Repúdio a todos que transformam a mensagem do Evangelho em um guia religioso, no manual da verdade dos cristãos, em mais uma doutrina da Terra.

    60º Digo não aos que pensam que possuem a doutrina certa, mas que jamais tiveram a coragem de tentar vivê-la como mergulho existencial de plena confiança, usam-na apenas como guia de bons costumes e de elevados padrões morais.

    61º Repúdio às vaidades acadêmicas teológicas com os mestrados e doutorados que apenas enriquecem os currículos e geram uma soberba tola, muitas vezes até se auto-intitulando apóstolos.

    62º Repúdio a todos os professores, mestres e doutores de teologia que tentam “estudar Deus”, e ensinar a outros a “anatomia do divino”, ou a buscar analisar Deus como parte de um processo, no qual Deus está aprendendo junto conosco, não sabendo tais “mestres” que são apenas fabricantes de ídolos psicológicos.

    63º Repúdio aos evangélicos que ainda não entenderam que amar o seu irmão é relacionar-se com ele como as crianças relacionam-se com os que as alimentam em profundo amor e senso de dependência, sendo um guardião e não um juiz do seu irmão.

    64º Digo não ao amor cristão que não agasalha no frio, não assiste na dor, não dessedenta na sede, não alimenta na fome, não reparte, não usa o pronome "nosso", mas, o pronome "meu".

   65º Repúdio a todos os instrumentos de manipulação religiosa utilizados pelas igrejas evangélicas para escravizar, em especial as pessoas que mais sofrem e estão abatidas pelo peso de suas culpas.

    66º Repúdio às igrejas evangélicas que sobrevivem da exploração de um mecanismo religioso, baseado na culpa, no medo e na ganância.

    67º Repúdio aos "pastores", "reverendos", "bispos", "apóstolos", que não aceitam mais serem servos uns dos outros, onde sejam movidos somente pelos dons do Espírito que dão o tom litúrgico da reunião dos Santos.

   68º Digo não às igrejas obcecadas pelo crescimento, que adulteram a mensagem do evangelho, tentando substituir a ação do Espírito Santo, que é a de "acrescentar dia a dia os que haverão de ser salvos".

    69º Digo não às igrejas que estão ensinando uma doutrina paupérrima, superficial e carnal, que estão matando a geração de profetas do amanhã.

    70º Digo não às igrejas que estão ensinando um evangelho modificado para agradar jovens, e que não procede da doutrina apostólica, que não procede da cruz, que não procede de Jesus, que não procede de Deus.

    71º Repúdio a todos os pastores e líderes religiosos que tratam a Graça de Deus como se fosse uma parte da Revelação, como mais uma doutrina, sem discernir que não há nada, muito menos qualquer Revelação, se não houver sempre, antes, durante, depois, transcendentemente e imanentemente, Graça e apenas Graça.

   72º Repúdio a todos os evangélicos que aderiram ao mecanismo de manipulação religiosa de obrigações e benefícios, e que confundem o verdadeiro Deus com outros deuses.

   73º Digo não a todos aqueles que desconhecendo a Revelação da Palavra da Graça do Evangelho de Deus, concordam em ver a Bíblia sendo ensinada por cegos que guiarão outros cegos. 

    74º Repúdio ao novo evangelho que facilita; que agrada à carne; ao evangelho de bailes, de encontros e festas gospel.

    75º Digo não a esta geração de evangélicos que se dizem radicais, mas sem cultura bíblica, sem uma vida de dedicação ao próximo, sem uma vida de oração, sem uma vida de profunda comunhão com Deus.

    76º Repúdio a todos os oportunistas mau caráter que se dizem evangélicos, e que fazem da religião um campo de atuação com potencial diabólico e escravizador.

    77º Digo não aos líderes evangélicos e a todos os seus seguidores que não têm experiência com Deus, são frios, carnais, promíscuos, mas que querem passar uma imagem de santidade com Deus.

    78º Repúdio aos líderes religiosos que transformaram em mero título, a sublime função dos presbíteros e diáconos, que sob unção da igreja local, devem cuidar da ministração da Palavra e da vida de oração da comunidade, a fim de que ninguém tenha necessidade: seja material, espiritual ou social. 

    79º Repúdio aos que classificam o evangelho, e pregam um evangelho para adolescentes, um evangelho para jovens, um evangelho para senhoras, um evangelho para cada tipo de pessoa.

    80º Digo não ao show gospel que acontece dentro e fora do “templo”, em substituição ao verdadeiro culto do povo a Deus, para que voltemos a ver Jesus Cristo onde dois ou três estiverem reunidos.

    81º Digo não às profecias liberadas pela boca dos pastores aos jovens, dizendo que são geração de Elias, geração boca de Deus, mas estas nunca se cumprem e nem se refletem no comportamento dos mesmos.  

    82º Repúdio a toda e qualquer tagarelice crentesca, interesseira e manipuladora, que em nada lembra o amor e doação de Jesus Cristo em favor de uma humanidade em pecado.

    83º Repúdio a todos os cristãos que “acreditam em Deus”, sem saber que nada fazem, mais que os demônios quando assim professam, posto que não estamos nesta vida somente para reconhecer que Deus existe, mas para amá-Lo e conhecê-Lo.

   84º Repúdio aos lideres evangélicos que fazem com que os verdadeiros cristãos sejam confundidos com os mercenários da fé que usam técnicas mirabolantes de marketing para manipular a ingenuidade e a ignorância de um povo sofrido.

   85º Repúdio à prática dos líderes evangélicos que fazem da igreja um negócio rentável e que vê as outras denominações apenas como uma empresa concorrente.

    86º Digo não aos cultos pentecostais e judaizantes com ritos, rituais e acessórios fantasiosos, com um cenário e uma coreografia preservada, mas sem vitalidade espiritual.

   87º Repúdio aos evangelistas estrangeiros que vêm ao Brasil para soprar sobre as multidões. Estes provocam que as pessoas caiam sob o “poder de Deus” para tirar fotografias ou gravar os acontecimentos e depois levantar fortunas em seus países de origem.

   88º Repúdio aos líderes de jovens que, ao contrário de José, Davi, Estevão e muitos outros que procuravam viver uma vida de comunhão com Deus, estão mais para promotores de festas gospel em casas noturnas ou bailes em igrejas.

   89º Repúdio aos evangélicos com a mentalidade tão pequena que estão preocupados se podem beber vinho, usar piercing, fazer tatuagem, se tratar com acupuntura, ao invés de debater grandes temas e fazer um exercício religioso mais nobre.

    90º Repúdio aos ministérios evangélicos que possuem emissoras de TV, de rádio, editoras e gravadoras ditas evangélicas, que mantendo uma ridícula grade de programação, não possuem outro interesse que não seja o lucro.

   91º Repúdio aos ministérios evangélicos que transformam a igreja num mero supermercado ou shopping Center, que disponibilizam bênçãos a serem vendidas nas prateleiras espirituais, sob uma prática de leilão da maior oferta.

    92º Repúdio aos “pastores”, “bispos” e “apóstolos” que deturpam o evangelho para “estuprar” as mentes e os corações das pessoas que mais sofrem no Brasil, e que vêem na porta de um templo uma possível solução de seus problemas.

    93º Repúdio às experiências religiosas nefastas e danosas, que disfarçadas com prosperidades e obras sociais, não têm absolutamente nada haver com o evangelho de Jesus Cristo e nem com a espiritualidade cristã.

   94º Repúdio aos líderes evangélicos donos de igrejas, que criticam outras igrejas por adoração a ídolos e imagens, e colocam suas próprias imagens e das suas esposas em grandes painéis nas fachadas de suas igrejas.

    95º Repúdio às grandes igrejas que, não contentes em transformar seus ministérios em grupos comerciais, com gravadoras, editoras, rádio, TV, universidades entre outros, ainda lançam seus candidatos políticos e obrigam os membros a votarem, sob pena de serem considerados rebeldes. 



REFERÊNCIAS

COSTA, Antônio C. Convulsão protestante: quando a teologia foge do templo e abraça a rua. 1º Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 2015

FILHO, Caio F. A. Desgosto. Em:

GONDIM, Ricardo. Estou cansado. Em:

KIVITZ, Ed R. Religião e Espiritualidade. Em:
< https://www.youtube.com/watch?v=lm4iroUDBK8>. Acesso em:  10 ago 2015.

RAMOS, Ariovaldo. Não quero ser mais evangélico. Em:

RAMLOW, Rodomar R. Carta de repúdio à igreja. Em: <http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/carta-de-repudio-a-igreja>. Acesso em: 06 out 2015.

SEVENDIGITAL. Acredite se quiser! Essa festa é numa igreja evangélica. Em: < https://www.youtube.com/watch?v=K2YBOsAFWNo >. Acesso em: 06 out 2015.

VEM SEGUE-ME. Diga não às igrejas e sim ao evangelho. Em: <https://www.facebook.com/vsegueme/about?section=bio&pnref=about>. Acesso em: 23 set 2015.

Por: Joel S. Barros